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Resultados da busca por tag:  parede

30
mai

De volta aos tempos de adolescente, escolhi ser designer gráfico talvez porque nunca me dei muito bem com as palavras. Meu caminho natural foi buscar nas imagens uma maneira para me expressar. Nessas, o design começou como um curso de faculdade, depois um hobby bem prazeroso e hoje se tornou meu universo, meu sustento, meu porto seguro.  Como convidado de hoje, eu tenho uma incumbência: a de deixar uma singela sugestão. Uma pequena visão pessoal,  aquela  que deixa tudo mais cremoso.

Decidi então compartilhar com vocês uma das minhas paixões: os cartazes. Nada de parte técnica, muito menos a diferença entre um cartaz e um pôster (para os designers chatos). Mas, sim, a historia e os sentimentos envolvidos por trás de cada um deles. E como, ao menos para mim, essas historias podem ser transportadas pra dentro dos nossos ambientes cotidianos trazendo aquele gosto agridoce da nostalgia, acendendo memórias ou relembrando momentos que às vezes você nem viveu.

Pode se dizer que a história do cartaz é coincidente com a própria história do Homem. A sua evolução reflete com rigor a tecnologia, a estética e a linha de pensamento de cada época. Da pedra como suporte até a impressão em papel moderno, de Toulouse Lautrec a Stefan Sagmeister, freqüentemente os cartazes são utilizados como uma forma acessível e eficaz de comunicação.  O show daquela banda gringa, aquele filme que arrastou multidões, a inesquecível peça de teatro ou o inoportuno aviso do governo, tudo está ali documentado em cartazes. Tá, mas e aê?

Bom, eu vou tentar explicar. “Aê” que hoje vejo um pouco dos dois lados: de quem faz e de quem consome. Como designer gráfico, um dos meus prazeres é produzir esses cartazes para muitos desses pequenos momentos inesquecíveis. Às vezes, aparece algum amigo dizendo que curtiu o cartaz daquele show ou um outro, bem mais direto, que logo enquadrou e pendurou na sala de estar. Sério, para um designer isso é muito, muito gratificante. Mas, pra mim, nem é o mais maluco. Maluco mesmo é perceber que cada um tem uma leitura, uma visão totalmente diferente sobre a idéia que tive na concepção desse trem todo.

Ver nos olhos deles que aquela fagulha de idéia inflamou um significado totalmente único, pessoal e singular. Uma conexão até então impensada por mim, uma visão que não me pertencia, mas que  ganhou vida própria através da  bagagem e impressão individual de cada sujeito. Outro dia, um me disse: ” – Eu acordo e todo o dia esta lá, pendurado na parede. Eu logo lembro daquela noite, foi fod*! “ Eu lembro que sorri e logo pensei: “Coisa de gente maluca!”  Mas de novo repensei e conclui que não –  tudo isso agora faz sentido. Todos os dias o cartaz está lá, contando aquela história dele, que ele viveu, que ele criou e que ele escolheu recontar.

Cara, mas cadê a sugestão? Calma aí que eu to chegando lá. Entro agora no lado consumidor. Tudo faz sentido por que eu também… eu também fazia a mesma coisa. Desde os tempos de moleque onde forrava meu quarto com todas aquelas revistas-poster de bandas e filmes blockbusters queme faziam sentir  o cara mais legal da rua. Foram inúmeros cartazes pendurados nas casas que vivi e, ainda hoje,  no estudio onde trabalho diariamente, eu tenho outros muitos espalhados e enquadrados. Em cada um deles, há uma memória, em cada um deles há um sentimento. Aquela turnê inesquecível na Califórnia que eu nunca vou estar, aquela viagem pra chegar no show que eu jamais sonhei em ver, o olhar inocente na festa do bar da esquina, tudo está lá. Todos pendurados, expostos, acessíveis aos olhos de todos. Mas as historias, essas são só minhas.

Minha sugestão? Pendure na parede. Coloque todas essas inspirações, referências e influencias na sua parede. Conte essas histórias para o mundo. Interprete, signifique, crie e recrie a sua maneira. Reflita no vertical e frio do concreto um pequeno recorte seu, afinal como  se diz: o que não é visto não é lembrado. Se vai ficar bonito ou não já é outra historia, mas a Objeteria está aí para te ajudar com isso. Para dar uma forcinha, eu separei umas imagens, mas logo aviso que estou longe de ser um bom decorador. Foi um prazer. Cambio, desligo.

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Conheça mais do trabalho do Faustin em: Behance , Balaclava Studio e Balaclava Studio Facebook

21
mai

Use a criatividade e a emoção para criar seus arranjos de parede. As paredes quando bem vestidas seduzem o olhar. Espelhos, quadros, fotografias, objetos afetivos, adesivos, molduras, pôsteres, revistas, rendas… São inúmeras as possibilidades.

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Não deve haver rigidez para compor.  Sequer é necessário ter todos os quadros e objetos para começar. Pelo contrário, ilustre as paredes aos poucos, com o que você vai adquirindo ou vai surgindo ao longo do tempo. Como, por exemplo, fotos, recordações. Deixe espaço para o novo, o inusitado. É interessante arranjos que permitem que novos quadros ou objetos possam se juntar à seleção inicial sem comprometer  o equilíbrio.

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Embora a simetria ainda agrade bastante, a disposição assimétrica entre os elementos veio para ficar. Para chegar a um conjunto harmonioso, antes de pregar as peças na parede, teste o arranjo no chão ou, então, recorte folhas de papeis no formato das obras e cole com fita adesiva na parede.

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17
abr

E como o plano é baratear, agilizar e praticar cada vez mais, o negócio é colocar a mão na massa! Esqueçam os ladrilhos hidráulicos e até mesmo os adesivos que os imitam tão lindamente, peguem suas tesouras (que corte bem né, por favor!) o seu rolo de papel contact e vamos azulejar essa cozinha careta.

Olhe para esse seu azulejo branco (aquele mesmo, que todo mundo tem igual) junto com os móveis da sua cozinha (que devem ser brancos também, nada contra, mas… por que meu Deus???) e na hora você vai perceber como isso tudo pode ficar beeeeeem mais interessante.

Você vai precisar de: tesoura, papel contact e um pouquinho criatividade (neste caso é bem pouquinho mesmo, eu juro!)

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Agora é com vocês, o papel contact não tem limites, mas a sua paciência deve ter (a minha vive me surpreendendo!), então busque desenhos e formatos de acordo com os seus dons artísticos, nada de querer ficar desenhando e recortando arabescos se o seu melhor desenho é um boneco palito. Opte por formas geométricas. Além de linda, sua cozinha vai ficar ultramoderna. Vale triângulos, quadrados, bolas e cores, muitas cores!!!

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Se não bastassem cores e formas, que tal brincar com texturas? O que é esta mistura de laranja com papel contact imitando madeira? Um arraso!

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E se ainda assim você está achando difícil aposte no clássico e chiquérrimo preto e branco que é tiro certeiro, não tem erro. Você pode tanto fazer os quadradinhos pretos e colar no azulejo branquinho, que já tá fácil demais, ou até mesmo comprar o contact já quadriculado (o cúmulo da preguiça!)

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E as facilidades não acabam!!!! Não quer cortar quadradinhos e não achou o tal do contact quadriculado? Aposte no preto fosco e leve de brinde uma lousa para rabiscar, escrever e se divertir na sua cozinha!

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Imagens:

http://www.pinterest.com/

http://gnt.globo.com/casa-e-decoracao/dicas/Cozinha-e-banheiro-de-cara-nova–use-adesivos-de-azulejo.shtml