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05
jun

Quando a gente fala que para tudo aqui na objeteria dá-se um jeito, é porque tudo tem jeito. Basta criatividade e disposição para transformar ódio em amor.

Tínhamos um armário metálico em casa, isso mesmo, aqueles de escritório que são ótimos para armazenar tudo que não tem para onde ir, é melhores ainda para deixar o ambiente sem sal, sem açúcar, sem graça, sem vida…

Estávamos montando o escritório do blog e colocamos na cabeça que queríamos um armário da mesma cor da nossa parede pink. Todos os armário que encontrávamos estavam lindos demais para já mudarmos de cor, tinha que ser algo simples, que já tivesse meio detonado, precisando de uma reforminha (delícia!).

Foi quando tivemos a brilhante ideia de salvar a vida do nosso armário metálico cinza careta, tirá-lo do fundo do poço e dar a ele vida nova, brilho novo, pink novo! Toda sua praticidade, durabilidade e utilidade permaneceram, mas a caretice foi embora dando vez ao rosa choque! Vejam o antes e depois:

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Claro que não poderiam faltar objetinhos para dar mais vida a nossa parede. O nosso amado vaso plissan da Holaria, flores (não pode faltar nunquinha!), lousa e o Tapioca!

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Inspiração… mais armários metálicos que ganharam vida nova!

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04
jun

Com desenhos versáteis, esculturais, com as mais variadas formas e funções, coloridas, brancas, pretas, amarelas,  etc. Só ou bem acompanhadas, abertas, vazadas,  fechadas ou “misturadas”, há muito as estantes deixaram de ser usadas apenas para guardar livros.

Completamente integradas à decoração,  já faz algum tempo que as estantes abandonaram o desenho óbvio.  Seu desenho pode ter linhas orgânicas, bem como geométricas e impactantes. Com a estante Carlton, criada em 1981, pelo designer italiano Ettore Sottsass, dá-se início o processo de transformação desse tipo de móvel em “obra de arte”. Ele ousou e abusou nas cores e formas. No rastro dela muitas outras estão aí. A Treme-Treme do estúdio Tripytique é linda , mexe com o espaço de forma ímpar.

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As estantes deixam a decoração mais bonita e personalizada, de acordo com o apelo estético. Você deseja um modelo escultural ou mais tradicional? Tanto as de designer assinado,  quanto as peças de marcenaria  servem muito bem para embelezar e  personalizar o espaço. Use e abuse das estantes mistas, compostas tanto por uma única peça quanto formada por peças soltas  que se completam, ou aquelas com uma parte fechada e prateleiras ou espaços vazados.

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03
jun

Colecionar é uma atividade que pode (e deve) ser incorporada à decoração de sua casa. Expor os objetos que você coleciona tais como, frascos, canecas, pratos e toy-arts, fora dos armários e gavetas, é um jeito original e divertido de mostrar sua coleção e tornar única sua decoração. Objetos e acessórios dizem muito sobre quem os coleciona.

Assim como a decoração, colecionar é uma atividade bastante democrática culturalmente. Milhões de pessoas colecionam os mais diversos objetos em todo o mundo. Em época de copa do mundo, os álbuns, as figurinhas, as camisas e bandeiras, são desejadas e colecionadas por adultos e crianças, vira febre nacional.

Colecionar esta ligado ao fascínio pela descoberta, pesquisa e controle, que são características inerentes ao ser humano. Favorecem a memória e organização. As coleções são formadas dos mais variados objetos  relacionadas a sua história, experiências, desejos e possibilidades. Além da ideia básica de entretenimento.

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02
jun

O cabide tem mais de quatro mil anos, mas continua com a mesma carinha. Na primeira imagem que se conhece do objeto ele esta nas mãos da deusa Atena e é bem parecido com o que a gente tem em casa hoje. Daí a popularização do cabide foi uma longa jornada. Segundo o Museu do Cabide cerca de 200 versões de penduradores foram registradas na primeira década do século vinte. Cabides para camisa, saias, casacos, calças, etc. Ou seja, cabides sempre cabides, cabides sempre pendurando roupas.

Cabides sempre cabides, porém, cabides para pendurar revistas, jornais, óculos, cintos, bijuterias, fotos, calendários, rolo de papel toalha, etc. Cabides nas paredes do quarto, da sala, do escritório. Cabides fora dos guarda-roupas, enfeitando, organizando, classificando, mostrando, expondo, de forma original itens e objetos.

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Sabe aqueles de madeira com ganchos metálicos que prendem as peças, substituem com maestria e charme os calendários caretas que temos em cima das mesas. Os cabides básicos, como revisteiros, fazem de toda revista um pôster decorativo e os aramados, fininhos e coloridos, fácil, fácil, viram uma escultura de parede. Cabides que nada, suportes  sempre suportes, porém, cheios de graça.

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30
mai

De volta aos tempos de adolescente, escolhi ser designer gráfico talvez porque nunca me dei muito bem com as palavras. Meu caminho natural foi buscar nas imagens uma maneira para me expressar. Nessas, o design começou como um curso de faculdade, depois um hobby bem prazeroso e hoje se tornou meu universo, meu sustento, meu porto seguro.  Como convidado de hoje, eu tenho uma incumbência: a de deixar uma singela sugestão. Uma pequena visão pessoal,  aquela  que deixa tudo mais cremoso.

Decidi então compartilhar com vocês uma das minhas paixões: os cartazes. Nada de parte técnica, muito menos a diferença entre um cartaz e um pôster (para os designers chatos). Mas, sim, a historia e os sentimentos envolvidos por trás de cada um deles. E como, ao menos para mim, essas historias podem ser transportadas pra dentro dos nossos ambientes cotidianos trazendo aquele gosto agridoce da nostalgia, acendendo memórias ou relembrando momentos que às vezes você nem viveu.

Pode se dizer que a história do cartaz é coincidente com a própria história do Homem. A sua evolução reflete com rigor a tecnologia, a estética e a linha de pensamento de cada época. Da pedra como suporte até a impressão em papel moderno, de Toulouse Lautrec a Stefan Sagmeister, freqüentemente os cartazes são utilizados como uma forma acessível e eficaz de comunicação.  O show daquela banda gringa, aquele filme que arrastou multidões, a inesquecível peça de teatro ou o inoportuno aviso do governo, tudo está ali documentado em cartazes. Tá, mas e aê?

Bom, eu vou tentar explicar. “Aê” que hoje vejo um pouco dos dois lados: de quem faz e de quem consome. Como designer gráfico, um dos meus prazeres é produzir esses cartazes para muitos desses pequenos momentos inesquecíveis. Às vezes, aparece algum amigo dizendo que curtiu o cartaz daquele show ou um outro, bem mais direto, que logo enquadrou e pendurou na sala de estar. Sério, para um designer isso é muito, muito gratificante. Mas, pra mim, nem é o mais maluco. Maluco mesmo é perceber que cada um tem uma leitura, uma visão totalmente diferente sobre a idéia que tive na concepção desse trem todo.

Ver nos olhos deles que aquela fagulha de idéia inflamou um significado totalmente único, pessoal e singular. Uma conexão até então impensada por mim, uma visão que não me pertencia, mas que  ganhou vida própria através da  bagagem e impressão individual de cada sujeito. Outro dia, um me disse: ” – Eu acordo e todo o dia esta lá, pendurado na parede. Eu logo lembro daquela noite, foi fod*! “ Eu lembro que sorri e logo pensei: “Coisa de gente maluca!”  Mas de novo repensei e conclui que não –  tudo isso agora faz sentido. Todos os dias o cartaz está lá, contando aquela história dele, que ele viveu, que ele criou e que ele escolheu recontar.

Cara, mas cadê a sugestão? Calma aí que eu to chegando lá. Entro agora no lado consumidor. Tudo faz sentido por que eu também… eu também fazia a mesma coisa. Desde os tempos de moleque onde forrava meu quarto com todas aquelas revistas-poster de bandas e filmes blockbusters queme faziam sentir  o cara mais legal da rua. Foram inúmeros cartazes pendurados nas casas que vivi e, ainda hoje,  no estudio onde trabalho diariamente, eu tenho outros muitos espalhados e enquadrados. Em cada um deles, há uma memória, em cada um deles há um sentimento. Aquela turnê inesquecível na Califórnia que eu nunca vou estar, aquela viagem pra chegar no show que eu jamais sonhei em ver, o olhar inocente na festa do bar da esquina, tudo está lá. Todos pendurados, expostos, acessíveis aos olhos de todos. Mas as historias, essas são só minhas.

Minha sugestão? Pendure na parede. Coloque todas essas inspirações, referências e influencias na sua parede. Conte essas histórias para o mundo. Interprete, signifique, crie e recrie a sua maneira. Reflita no vertical e frio do concreto um pequeno recorte seu, afinal como  se diz: o que não é visto não é lembrado. Se vai ficar bonito ou não já é outra historia, mas a Objeteria está aí para te ajudar com isso. Para dar uma forcinha, eu separei umas imagens, mas logo aviso que estou longe de ser um bom decorador. Foi um prazer. Cambio, desligo.

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Conheça mais do trabalho do Faustin em: Behance , Balaclava Studio e Balaclava Studio Facebook

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