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31
jul

Tecidos imprimem uma personalidade forte à decoração. Versáteis cobrem móveis, estofados, paredes, objetos, esculturas, ou seja,  o que você desejar. Quanto mais forem as junções de estampas e cores maior o apelo visual. Parece arriscado… Mas e daí, qual o problema? O problema é o medo. Usar cores à vontade dá medo, afinal usar uma cor única, uma cor neutra ou uma só estampa parece tão mais fácil de não errarmos.

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É arriscado sim, mas… Por que não arriscar? Afinal diferentes estampas e cores podem ser combinadas entre si.

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Não sabe por onde começar? Primeiro passo: abra espaço nos seus conceitos para o novo, para o “tudo junto e misturado”, segundo passo: defina um fio condutor, que pode ser uma cor, uma estampa, a peça em si e as características da mesma que você quer salientar, o  ambiente no qual você deseja colocar a peça, características e cores presentes no mesmo, são alguns fios condutores.

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Vamos lá. Era uma vez uma poltrona com estrutura de madeira, estilo despojado, firme e forte, preço excelente, ideal para o espaço pensado, mas com assento e encosto numa cor bege amarela bem apagadinha. Ficaria muito neutro, sem personalidade.

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E agora? Análise das cores desejadas, quais seriam legais entrar no ambiente, procura, junção, experimentação, observação. E  algumas  possíveis composições.

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Composições entre o liso, o estampado e o listrado, mais floral, misturando o amarelo, o preto, o rosa, o roxo, o verde. Buscando a medida na experimentação, aproximando os tecidos e sentindo, observando e vendo o efeito que fez brotar no ambiente. E as  poltronas de cara nova, com uma personalidade incrível.

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30
jul

O tom do ouro é nobre. O brilho é eterno. Glamour, poder, comemoração, são estas as mensagens que o dourado passa. Porém, existe um preconceito com o dourado. Bem acompanhado,  em perfeitas combinações nada a temer. Usado de forma delicada e sutil dá um toque chique e bacana na decoração.

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Intervenções  em dourado ficam lindas quando bem aplicadas. Tanto objetos quanto móveis, existem peças lindas em dourado ou com  toques  apenas da cor ouro.

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Peças em cerâmica, vidro, latão, etc… Também  em paredes ,de forma bem  dosada, fica chique e com um toque de ousadia.

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Com seu brilho próprio ilumina a si e a outras cores na decoração. Contracena  muito bem com o cobre, a prata e o bronze. Com o preto também faz uma parceria e tanto. Como por exemplo, cúpulas com preto por fora e dourado por dentro.

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Ambientes incríveis mostram o composto de objetos, recordações, peças de família e de garimpo e obras de arte que tem em comum os tons  dourados,  prateados e cobreados. Para os detalhes, um toque de originalidade e luz!

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29
jul

Qual é a sua reação ao se deparar com um pinguim de louça em cima da geladeira? Indiferença, contrariedade, simpatia, graça, risos?  Afinal esta ave  carrega em seu DNA a “breguice”.  Não exatamente a ave, mas a sua imagem enquanto objeto decorativo  em cima da geladeira. Quem foi que disse que é brega? E quem foi que disse que brega não pode ser legal?

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Quais motivos  levaram a associar o ser brega a esta ave graciosa e afetiva em cima da geladeira? Até porque considerando  que ambos Pinguim e geladeira tem uma relação direta com o frio, o gelo, juntá-los tem lá as suas razões.

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Assim como tudo que vai, volta, os pinguins voltaram e tem alguns até com cara nova! Brega ou não, pode usar sim! Pode usar tanto o tradicional pinguim de cerâmica branco e preto quanto tantos outros lindos e de design moderno.  Como  os da designers  Daniela Ktenas, de acrílico e de cerâmica da Rachel Hoshino, os da Rinnaamar e tantos outros..

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Pode usar em cima da geladeira, do armário, em prateleiras, onde você desejar. O paisagista Gilberto Elkis tem uma coleção muito legal de pinguins,  todos expostos em prateleiras na cozinha.

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O que conta é a história e a  interpretação de cada um. A relação das pessoas com os objetos é algo íntimo e pessoal.  Cada um tem o direito de colocar o que quiser e onde quiser, principalmente quando esta decisão estiver intimamente relacionada  com a sua essência.

28
jul

Os caixotes das feiras livres carregam além de laranja, tomate, cenoura, alface, banana,  um imenso potencial para se transformar em  objeto  de decoração para casa.

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Não só os caixotes de feiras livres, mas também as caixas de plástico muito utilizadas nos supermercados, para carregar quase tudo,  e ainda os paletes, aqueles suportes de madeira usados para empilhar cargas nas fábricas.

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Todos carregam no seu DNA um imenso potencial criativo. São muitas as possibilidades, desde o desenvolvimento de  móveis a objetos,  na confecção de estantes, mesas de centro ,caixas organizadoras, bar, bem como de painéis e bases para estofados.

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Ideias e possibilidades não faltam, desde as mais simples  até algumas com design assinado, como a estante Ceasa de Guinter Parschalk e o bar do Move Móvel.

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Decorar sem amarras e preocupações com o que é considerado “nobre”,  pensar e criar livremente,  reaproveitar  itens que iriam para o lixo, matéria-prima descartada,  é uma chance de ver como cultura e criação podem se refletir nos produtos, tornando-os  úteis e desejados.

Possibilidades não faltam, ao natural ou coloridos, apoiados uns sobre os outros ou fixados na parede podem “dar jeito” na sua cozinha e trazer um charme todo especial para a mesma.

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E pra quem acha aquelas sapateiras de pendurar atrás da porta além de práticas, horrorosas, assim como eu, os caixotes podem se tornam sapateiras fácil fácil…

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E não que elas resistem até na área externa, puro charme para as plantinhas!

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25
jul

Desde que fui convidada a colocar um verdinho aqui no Objeteria, fiquei tentando resgatar no meu passado motivos para eu hoje ter me envolvido também profissionalmente com plantas e paisagens, explicação faltava. Na minha memória apenas uma imagem acabou valendo mais que todas as palavras: Minha vó escarafunchando nosso quintal, nossa horta, os mil vasinhos de violetas, azaléias e antúrios espalhados em cada cantinho livre da casa. Enquanto isso, eu enlouquecia todos mudando os móveis de lugar, arranjando e rearranjando as coisas sem nunca me cansar. O toque final geralmente ficava por conta de um vasinho de flor no centro de alguma mesa sobre um paninho de crochê também da vó. Me encantam muito essas lembranças. Além é claro de ter crescido apanhando os nossos verdes e as nossas frutas ali nesse mesmo quintal.

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De lá pra cá a vida aconteceu. Saí de casa, fiz arquitetura, continuei meus estudos e foi exatamente no Paisagismo que encontrei a primeira porta para iniciar uma trajetória acadêmica. Quando surgiu o convite para dar aulas, a disciplina era Projeto de Paisagem Urbana, no curso de Arquitetura. Certa vez eu li que as melhores oportunidades da vida aparecem disfarçadas de trabalho. Já se vão quase quatro anos de descobertas prazerosas tanto na teoria quanto na prática e muita troca com meus alunos. A curiosidade pelo tema, o senso de observação e o encantamento com novos cenários, passaram a destacar ainda mais o paisagismo e o mundo das plantas pra mim. Se por um lado a arquitetura aumentou minha inquietação em querer sempre mudar a cara da casa, as plantas praticamente dão conta desse recado sozinhas. É sempre uma delícia se surpreender com uma florzinha nova desabrochando em casa.

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Mas engana-se quem pensa que vivo rodeada por um jardim. Penso que tanto a decoração quanto o paisagismo são poderosos aliados na hora de dar a nossa identidade em casa. Visitar um cliente e perceber o seu toque pessoal no “nosso” projeto é tão prazeroso quanto sentir personalidade em qualquer lar. Sim! O vasinho de planta sobre o paninho de crochê é lindo, romântico e muito delicado. Com a saída de casa ficaram pra trás não apenas as plantas, mas também a horta, o pomar, a abundância de sol, a terra e tudo mais. Morando em apartamento fica mais difícil, mas não impossível. Demorei a ter plantas que vingassem no meu apê que é bem arejado, mas não tem nada de sol. Aqui acabei investindo mais em folhagens e suculentas, que se adaptam bem apenas com claridade. Por isso para os que não sabem por onde começar um pequeno jardim seja em casa ou apartamento, tentei separar alguns aprendizados simples de serem aplicados em qualquer espaço.

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Existem diferenças de percepção causadas pelos espaços arquitetônicos e paisagísticos. Qualquer lugar ainda sem as paredes internas causa uma sensação de espaço diminuído. Da mesma forma em um jardim, muros e paredes “chamam” o observador e reduzindo as sensações de distância. Isso se acentua quando há um piso diretamente ligado a um muro. Gera uma sensação de aridez. Por isso a dica inicial é sempre prever um canteirinho no encontro de um muro com um piso.

A segunda dica é tentar integrar o jardim com algo que existe ao redor, pode ser uma árvore do vizinho que invade seu terreno com suas folhas e flores, ou mesmo uma paisagem que merece ser enquadrada no seu jardim de alguma forma. Mas se ter uma visa exuberante não é possível, vale se divertir um pouco com o conceito dos enquadramentos.

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Outra dica é tentar criar pontos focais, que direcionem caminhos ou configurem cenários.

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Esculturas e iluminação são ótimos pontos focais. Essa é do famoso artista mineiro Amilcar de Castro.

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Trabalhar um pouquinho o humor no seu jardim também confere um clima super bacana.

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Nada melhor que propiciar alguns usos mais específicos: Hortas são um ótimo exemplo e as avós adoram. Valem tanto para casas quanto para apartamentos… Mas aqui, decidi colocar esse exemplo super legal que ajuda a manter as plantas hidratadas se for necessário se ausentar por um tempo.

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Ainda na linha das hortas… outra dica poderosa é explorar diferentes texturas nos canteiros e arranjos. A dica das texturas parte de se pensar também nos nossos sentidos: Tato, Olfato, Paladar, Audição e Visão. Faz todo sentido não é? Afinal, nós amamos, mas não somos só visão! Benedito Abbud nos ensina isso com louvor!

Por fim e não menos importante, luz é tudo!! E quando se fala em luz, gosto da simplicidade dos americanos, que usam as luzes de natal em todos os contextos, o ano todo… Vejam que charme esse pátio super simples nos Estados Unidos.

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Bom, quer seja em ambientes internos ou em um amplo jardim, plantas, flores, arbustos ou folhagens tem toda a sofisticação e toda a simplicidades que buscamos quando a tarefa é deixar nossos lares mais humanos e aconchegantes. Espero ter estimulado o verde e que aproveitem as dicas postadas.

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Para falar com a Lud, envie um e-mail para ludmila@patio.arq.br

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